Pobreza na América Central e no sul do continente, a juventude, a cultura digital, a mulher, as culturas locais, os afro-americanos, os movimentos sociais, as novas perspectivas teológicas do continente. Estes foram alguns dos assuntos tratados durante o II Seminário de Antropologia Trinitária, promovido pelo Conselho Episcopal Latino-americano (CELAM), que foi realizado em outubro passado, em Cochabamba, na Bolívia.

Com o título “Uma Antropologia Trinitária dos nossos povos e para os nossos povos. Alteridade e pluralidade”, o seminário foi conduzido por uma equipe composta por teólogos especializados da América Latina (jesuítas, religiosos, sacerdotes diocesanos e leigos). Estava presente também o teólogo italiano Piero Coda, diretor do Instituto Universitário Sophia (IUS), escola internacional dos Focolares, cuja sede encontra-se na cidadezinha de Loppiano, nas proximidades de Florença. Muito importante a participação ativa de quatro estudantes do IUS, provenientes da Bolívia, Colômbia e Argentina. Recentemente, o instituto começou as primeiras tratativas para estabelecer-se também na América Latina.

No primeiro dia houve uma entrevista coletiva online, com jornalistas lugares, para apresentar o primeiro livro da equipe que já trabalhou durante o ano passado, no seminário realizado na cidadezinha dos focolares na Argentina, “Mariápolis Lia”. Estavam presentes, na entrevista, jornalistas do Brasil, Colômbia, Paraguay, Chile, Equador, Peru, Bolívia e Argentina.

Um momento muito singular foi a visita realizada ao Instituto de Missiologia, cujo diretor, Dr. Roberto Tomichá, um franciscano indígena, que é membro da Comissão Central de Antropologia Trinitária. Os congressistas visitaram o centro de estudos que foi projetado segundo as categorias e parâmetros indígenas. Naquela ocasião o diretor exprimiu a sua convicção de encontrar na antropologia trinitária “o fundamento para a teologia dos povos locais”.

Para que este itinerário de reflexão, feita em comunhão, de pensamento e vida tenha continuidade, decidiu-se que seja o Instituto Universitário Sophia Latino-americano, ainda nos primeiros passos, a representá-los junto ao CELAM. Este acordo engloba as escolas às quais pertencem os diversos participantes.

Tratando-se de teólogos reconhecidos na América Latina e em outros países, eles surpreenderam a todos com declarações que evidenciam “a profunda liberdade e a criatividade fecunda que experimentaram nas equipes de trabalho, na metodologia estabelecida e no horizonte que mira o futuro”. O próximo seminário, previsto para 2015, será na Argentina.