“A Jornada Mundial da Juventude foi revolucionária!”. “Os jovens coreanos, que são naturalmente muito sérios, se ‘abrasileiraram’!”
Estava muito vivo o eco da JMJ na chegada dos 50 bispos amigos do Movimento dos Focolares, provenientes de quatro continentes, dos quais 23 de vários lugares do Brasil, para o encontro que começou no dia 31 de julho na Mariapolis Ginetta, centro nacional do Movimento dos Focolares, localizado em Vargem Grande Paulista. Neste ano foi óbvio escolher o Brasil como sede do encontro anual e, como era de se esperar, os primeiros assuntos foram a experiência vivida por muitos deles no Rio de Janeiro.
Mas o que leva estes bispos, todos os anos, a deixar suas sedes e seus numerosos empenhos para estarem juntos? Assim responde Dom Brendan Leahy, bispo recém-ordenado de Limerick, na Irlanda: “Aqui, pelo amor recíproco, experimentamos a presença do Ressuscitado, experimentamos aquele Reino de Deus que Jesus nos trouxe, aprofundamos a espiritualidade que o Espírito Santo ofereceu para que este Reino possa ser visível e vivível. Hoje, com o Papa Francisco, temos uma consciência ainda maior da graça e da responsabilidade deste dom”.

O significado central do encontro está condensado no seu título: “O amor recíproco: viver na escola da Trindade”. Maria Voce, presidente do Movimento dos Focolares, falou sobre esse tema através de uma coligação web. “A novidade – ela sublinha – consiste no fato que Jesus, com a sua vinda, fez-nos conhecer a vida íntima de Deus, colocou-nos com Ele no circuito de amor vivido na Trindade. Mediante esse amor a comunidade cristã é transportada à esfera de Deus e a realidade divina vive sobre a terra onde os fiéis se amam”.
Uma expressão do amor recíproco é a troca de experiências. Quem abriu o encontro foi o arcebispo tailandês de Bangkok, Francis Xavier Kriengsak Kovithavanij, há um ano moderador dessas reuniões e que partilhou um momento decisivo na história de sua vida: encontrava-se em Roma – ainda era seminarista – e entrou em crise.  Escreveu para o seu bispo: “Acho que não vou conseguir chegar ao sacerdócio”.  Porém quis fazer mais uma tentativa e foi para a Escola Sacerdotal de Grottaferrata. “Ali assisti a um vídeo de Chiara Lubich sobre Deus Amor. Lembro-me unicamente de uma coisa: ‘Deus te ama imensamente’. Naquela noite chorei de felicidade: havia descoberto Deus Amor”.

O empenho em construir a comunhão entre todos suscita uma experiência de Igreja modelada no primeiro Cenáculo: comunhão realizada não apenas entre bispos e sacerdotes, mas entre movimentos e associações leigas, famílias e jovens, dando espaço aos carismas específicos de cada um e tornando todos protagonistas, construtores da Igreja local, como disse Dom Gianfranco De Luca, bispo de Teramo, na Itália.
Confira reportagens feitas sobre o encontro
TV APARECIDA: http://www.youtube.com/watch?v=uN8AGmttTGg
TV CANÇÃO NOVA: http://www.webtvcn.com/canal/noticias/bispos_focolares_05_08_13