Muitas vezes não podemos mudar a situação nem resolver os problemas do próximo, mas podemos confortar-lhe. Podemos dar-lhe o afago da nossa presença, a certeza de nossa proximidade, demonstrando a nossa solidariedade. Não esperar que o outro esteja em dificuldades ou sofrendo para poder confortá-lo com a nossa presença, com a nossa amizade. Devemos fazê-lo no quotidiano, na convivência, vivendo o doar-se reciprocamente estimulados pelo princípio da fraternidade que nos faz um. Confortar-nos uns aos outros sempre, para que tanto no momento da agonia como no momento da alegria, a nossa presença seja expressão viva do “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”(João 13,34).
Apolonio Carvalo Nascimento