2014_07_mario_de_rosa_1Mario nasceu em Gaeta (Itália), no dia 8 de março de 1956. Aos 19 anos, depois da morte do pai, fica revoltado: “Sem ouvir os conselhos da minha mãe, comecei a deixar-me levar pelo mundo, fazendo experiências muito negativas, como o da droga”, conta.

Mario chega quase ao desesepero, mas uma noite – continua – “Deus ouviu o meu grito e as lágrimas da minha mãe. A partir daquele momento não desejei outra coisa senão fazer a Sua vontade”. É 1980: Mario procura uma igreja, diante do olhar incrédulo de quem o conhece como um transviado, e começa um caminho novo e difícil.

Na comunidade, muito viva, da paróquia guiada por um sacerdote focolarino, Mario encontra a espiritualidade da unidade. Com Padre Cosimino Fronzuto, estabelece um profundo relacionamento; entretanto, trabalha como eletricista para instalações em construções.

Mario sente o chamamento de Deus no Focolare, depois de um colóquio pessoal com Chiara Lubich; parte para Loppiano, a escola de formação para os focolarinos.

Em 88, de um focolare de Roma, escreve:“Sinto em mim, a cada dia que passa, uma simplificação e a minha vida converge para dois únicos objetivos: um amor exclusivo a Jesus no seu abandono, único bem, e um amor recíproco vivido de modo sempre mais perfeito. O resto é relativo”. E ainda: “Melhorar para ser um vazio, como Maria, para acolher a vontade de Deus do momento presente; enfim, não posso pretender mais nada, mas tenho um débito para com todos: o meu compromisso pessoal de melhorar no amor”.

É um cristão enamorado pela Sabedoria. Em 10 de fevereiro de 1998, escreve a Chiara Lubich: “Um fruto muito especial que desabrochou em mim foi uma nova e ardente paixão pela Igreja, que me fez gritar no mais íntimo do coração: Amo-te, Igreja!”. Esta “paixão” leva-o a formar-se em teologia, em filosofia, e depois ainda em psicologia, onde fez também uma especialização.

A vida no Focolare leva-o de Roma para a Turquia, novamente a Loppiano, depois para Nápoles e enfim outra vez para Roma, onde, em 2006, manifesta-se a doença. Inicia-se um longo período de entradas e saídas do hospital.

Agosto de 2013. Perde a mãe, de 97 anos, a quem era muito ligado. Já tinha-se submetido a duas cirurgias e neste período completa o terceiro ciclo de quimioterapia. Compreende que a realização mais elevada na terra é viver o mandamento novo que torna presente Jesus entre duas ou mais pessoas (Mt 18,20) e quer “desfrutar tudo de cada dia” por este objetivo.

26 de fevereiro de 2014. A terapia não produziu os efeitos desejados, ao contrário, a doença progride. Escreve: “Que o Espírito Santo ilumine os médicos para entender como prosseguir a nível terapêutico. Mas tenho a alegria de poder estar enraizado momento por momento na vontade do Pai”.

É levado para uma casa equipada para focolarinos doentes. Fica encantado como uma criança pelo amor e a atenção de que se sente imediatamente circundado.

“Viver para que em todos os Focolares exista sempre o encanto do Evangelho vivido, como nos inícios do Movimento” é o desejo mais intenso dos últimos dias. O seu sorriso torna-se luminoso, purificado pelo sofrimento. No dia 28 de junho, enquanto relembra uma meditação de Chiara, “Obrigado”, canta-a junto com um outro focolarino; e quando termina, por 15 minutos continua a repetir: “Obrigado, por tudo e para sempre”. Pouco depois adormece, apagando-se durante o sono.