«Quero ser testemunha da alegria do Evangelho e levar a vocês a ternura e a carícia de Deus, nosso Pai, especialmente aos seus filhos mais necessitados, aos idosos, aos doentes, aos presos, aos pobres, a todos os que são vítimas da cultura do descarte». Papa Francisco dirige uma mensagem acurada aos «queridos irmãos e irmãs do Equador, Bolívia e Paraguai», nas vésperas da viagem que o levará às três nações sul-americanas, de 5 a 13 de julho, rezando para que «o anúncio do Evangelho chegue às periferias mais distantes e continue a fazer com que os valores do Reino de Deus sejam fermento da terra, também nos nossos dias».

«Desde a preparação percebemos que esta visita seria uma graça providencial para o povo de Deus nesta terra», escrevem Bernadita e Fabián, responsáveis pelo Movimento dos Focolares no Equador. Inés Lovato, que está na comissão organizadora, reflete, com gratidão, sobre o caminho feito em apenas dois meses de preparação: «Foi uma nova descoberta conhecer membros de outros movimentos e comunidades eclesiais, uma riqueza impressionante. Todos sentimo-nos verdadeiros irmãos». Nesse período procuraram «testemunhar esse amor, como preparação para a graça que certamente receberemos».

Muitas pessoas estão trabalhando como voluntários, milhares em todo o país. «Alegria, humildade e amor são os três mandatos que a Igreja deu ao voluntariado», explica Adriana Guallasamín, jovem voluntária, coordenadora do setor de formação. Uma missão de «anúncio porta a porta, em contato com muitas pessoas distantes da Igreja, mas que aos poucos aderiram ao convite para ajudar na logística. Agradeço a Deus – ela conclui – por essa oportunidade única de serviço à Igreja».

Uma agenda muito densa espera pelo Papa, na primeira etapa, no Equador (http://papafranciscoenecuador.com/); há duas missas oceânicas, em Guayaquil e Quito, um encontro com o mundo da educação, com os representantes da sociedade civil, a visita à casa de repouso das Irmãs de Madre Teresa, o encontro com sacerdotes, religiosos, religiosas e seminaristas e com os bispos do país. Além da saudação ao presidente Correa e das visitas à catedral de Quito e à igreja da Companhia.

Na Bolívia (http://www.franciscoenbolivia.org/), com o lema “Renovação e Reconciliação”, além de outros compromissos o Papa estará no 2º Encontro Mundial dos Movimentos Populares e visitará os presos do Centro de Reeducação de Palmasola.

No Paraguai (https://franciscoenparaguay.org/) a visita a um hospital pediátrico e aos moradores de um bairro da capital, Assunção. A conclusão será um encontro com os jovens nas margens do Costanera, “Mensageiro de alegria e de paz”, ou usando o guarani – língua oficial do Paraguai, junto com o espanhol -, para ressaltar a variedade e preciosidade cultural: Oguerúva vy’a ha py’aguapy.