Conselho Nacional do Movimento dos Focolares se reúne para compartilhar experiências e analisar os desafios para os próximos anos.

Por Nicole Melhado

Representantes das diversas regiões, setores, diálogos e atividades se reuniram no fim de junho com os dirigentes do Movimento dos Focolares – Márvia Vieira e Aurélio Oliveira – para compartilharem experiências e refletir sobre os desafios atuais. 

Mas qual o papel desse Conselho? Para o Movimento dos Focolares, cujo carisma é a unidade, o Conselho é o coração desse organismo vivo, de onde tudo parte e tudo chega. Ele é o centro da vida por vocação, e a partir de sua experiência de unidade e diálogo, cresce também o Movimento no Brasil. 

Mais do que obras e atividades, o Movimento dos Focolares tem como princípio norteador, desde os primeiros tempos com sua fundadora Chiara Lubich, colocar as pessoas e os relacionamentos como prioridade, e a partir da mútua e continua caridade e diálogo, ações concretas podem surgir. 

Experiências de norte a sul

Chiara Lubich dizia que os membros do Movimentos dos Focolares deveriam ser testemunhas do Evangelho, do Amor de Deus pela Humanidade. Sua inspiração está presente hoje em atividades e experiências vividas pelas comunidades de norte a sul do Brasil. 

“Como destacou o documento final da Assembleia do Movimento dos Focolares, queremos perscrutar os sinais da presença de Deus nos acontecimentos que estamos vivendo como humanidade”, destaca Ronaldo Marques, co-responsável pela Mariápolis Ginetta.

Neste período de pandemia global de Covid-19, todos são chamados a responder aos apelos de dor da humanidade – dos doentes, dos que passam fome, dos que sofrem injustiça… Assim a comunidade do Movimento dos Focolares de Curitiba (Paraná) se uniu a outras instituições para ajudar imigrantes que passam por dificuldade, e os moradores da Mariápolis Ginetta (no interior de São Paulo) se empenharam para auxiliar famílias em situação de vulnerabilidade.

Contudo, como destacou Ginetta Caliari (uma das primeiras companheiras de Chiara e responsável pela difusão do Movimento no Brasil), não devemos nos limitar a dar comida a uma ou outra instituição, mas também – como diz São Paulo – “levar Cristo a todos, para dar a todos a felicidade”. 

Os desafios da construção da unidade hoje

Como Obra de Deus, o Movimento dos Focolares, tem como missão a busca da realização do Mandamento Novo de Jesus: “Para que todos sejam um, assim como tu, Pai, estás em mim e eu em ti, para que também eles estejam em nós e o mundo creia que tu me enviaste” (Jo 17, 21).

Logo, especialmente onde há discórdia, levar união. Em um mundo polarizado e individualista, essa missão é ainda mais árdua e primordial, não apenas ao Movimento dos Focolares por vocação, mas aos cristãos e pessoas de boa vontade.

Há muito a se fazer, mas muito já está sendo feito. A vida que surge de cada experiência seja de Famílias Novas ou das diversas inundações e diálogos propostos pelo Movimento, impulsiona para essa meta. Vamos juntos?