«Para mim, o diálogo não é um ritual que se repete todos os anos e que depois colocamos em uma estante, mas uma contribuição essencial para encontrar soluções para os grandes problemas que a sociedade europeia enfrenta hoje: o medo da diversidade, as consequências da crise, a sustentabilidade ambiental. As religiões podem desempenhar um papel importante nas comunidades para ajudar-nos a conduzir a Europa a um lugar melhor de onde se encontra atualmente». Assim se expressou Frans Timmermans após a reunião anual de alto nível com os líderes religiosos, na qual se debateu sobre o tema “Viver juntos e aceitar as diversidades”. Junto com o primeiro Vice-presidente da Comissão europeia estavam também Tajani, Vice-presidente do Parlamento europeu, e quinze líderes religiosos das comunidades cristãs, hebraicas, muçulmanas, hindus, budistas e mórmons.

Os inúmeros encontros ajudaram a compreender o papel das religiões e promovem cada vez mais o diálogo entre instituições políticas e líderes religiosos. Esses líderes são chamados a trabalhar em conjunto, e não separadamente, para resolver os conflitos e para encontrar uma forma de coexistência pacífica. Veja o recente debate de alto nível sobre Tolerância e reconciliação nas Nações Unidas, o encontro dos líderes religiosos em Cazaquistão, a expectativa pelo discurso do Papa Francisco na ONU em setembro próximo e, agora, em nível europeu, este encontro promovido pela Comissão Europeia. O acontecimento de hoje seguiu-se àquele do dia 2 de junho com as organizações filosóficas e não confessionais, e se insere no quadro sancionado pelo Tratado de Lisboa.

Na coletiva de imprensa surgiram questões empolgantes – que dizem respeito às políticas europeias sobre a migração, o crescimento dos foreign fighters (quem parte da Europa para combater na jiahd), o surgimento do grupo de extrema direita no Europarlamento – às quais responderam imãs, rabinos e bispos. O metropolita Joseph, da Igreja ortodoxa romena, pôs em causa o papel dos Movimentos eclesiais, como a Comunidade de Santo Egídio, recordando o seu empenho para o progresso do diálogo inter-religioso.

Por sua vez, Maria Voce, presidente do Movimento dos Focolares, depois deste longo diálogo, expressou a sua alegria por ter participado de um intercâmbio realmente livre, de autêntica escuta. Ressaltou a Regra de Ouro, comum a todas as religiões. E, entre os exemplos que a realizam, citou a experiência do grupo inter-religioso “Vivre ensemble à Cannes”. À margem do encontro confidencia: «todas as religiões querem o diálogo, os líderes religiosos se esforçam para promovê-lo. Isso dá esperança. Apesar de toda a situação que vemos ao nosso redor, a religião pode levar uma mensagem nova e ajudar este processo de diálogo que, em certos momentos, pode parecer impossível». Insiste também sobre «a importância de que as comunidades participem deste diálogo e não apenas os líderes religiosos, para realizar uma sinergia que possa desencadear um laboratório comum nas várias cidades da Europa e incrementar esta convivência pacífica. Isso poderá acontecer com a superação dos sentimentos de medo – compreensíveis diante do desconhecido – com sentimentos de acolhimento, de respeito, de capacidade de acolher o outro como um irmão».

As conclusões do debate do dia 16 de junho confluirão no material de discussão para o primeiro congresso anual sobre os direitos fundamentais da UE que se realizará nos dias 1º e 2 de outubro de 2015, centrado no tema “Tolerância e respeito: prevenir e combater o ódio antissemita e antimuçulmano na Europa”.


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Comunicado de Imprensa da Comissão Europeia
Comunicado de imprensa do Serviço de Informação Focolare 12-06-2015