O que nos faz verdadeiros irmãos não é a consanguinidade, mas o amor mútuo vivido intensamente entre nós. Isso nos leva ao reconhecimento de um único Pai que nos faz uma coisa só com Ele através do amor que dele provem e a ele retorna, deixando entre nós uma união que ultrapassa aquela da familia natural.
O amor mútuo leva a uma comunhão de vida, de bens materiais e espirituais, colocamos em comum não apenas o que temos mas também o que somos e também o trabalho de Deus em nossa alma. Cada um torna-se dom para o outro e vice versa.
A vida do amor e da estima recíproca, independente de credo, provoca um fenômeno: a presença do divino entre nós. De tal modo que Deus nos olha do alto e exclama: “Tu és o meu filho amado, em ti eu ponho toda a minha alegria.”(Lc 3,22)
Apolonio Carvalho