COGOVERNANÇA Congresso internacional em outubro vai reunir dirigentes e cidadãos para debater e trocar experiências de como criar redes entre pessoas e instituições para governar melhor as cidades

Vale para os políticos, do prefeito até o assessor do vereador da oposição. Vale para aqueles que não são políticos no sentido restrito da palavra, mas trabalham com eles ou em instituições públicas, como professores, enfermeiros e engenheiros. Vale até para quem não gosta de se meter em política, mas quer fazer da sua cidade um lugar melhor. Enfim, todos os cidadãos estão convidados para o II Congresso Internacional de Cogovernança, que será realizado em outubro deste ano.

A proposta do evento é reunir estudiosos, mobilizadores e interessados para debater e apresentar boas práticas sobre o tema – em outras palavras, conversar sobre como podemos “cogovernar” nossas cidades, partindo do princípio de que, nos dias de hoje, as autoridades precisam contar com cidadãos e instituições articulados, que busquem uma visão compartilhada e atuem em corresponsabilidade. “Esta vai ser a oportunidade de trabalhar juntos, de estabelecer relações que vão construir redes nas cidades”, afirma Juliana César, uma das integrantes da equipe organizadora do evento.

“O programa do congresso inclui todas as dimensões da vida da cidade, do político eleito até o cidadão que está lá na outra ponta”, informa o jornalista e pesquisador José Antônio Faro, responsável pela comissão que está organizando a programação. Ele acrescenta que, “embora a proposta tenha um olhar universal, o foco é começar das cidades, que é o espaço onde nós estamos”.

A agenda do congresso prevê, em cada um dos três primeiros dias (o último será dedicado às conclusões), um painel sobre um tema geral – como o próprio lema do congresso, a relação entre cogovernança e fraternidade na política –, a apresentação de boas práticas, que são exemplos de como já se atua a proposta de governar corresponsavelmente, e oficinas (dez ao todo). A diferença entre essas é que cada uma se concentrará sobre um aspecto da ação pública. Assim, haverá, por exemplo, oficinas sobre acesso à educação, saúde integral e cidades inclusivas – ou seja, os debates não ficarão restritos a questões político-administrativas.

Equipes não têm só brasileiros

Como a sede será o Brasil, o evento dará mais destaque para problemas e soluções das cidades da América Latina. Por isso, ao lado dos brasileiros, há argentinos, colombianos e mexicanos, entre outras nacionalidades, nas equipes de preparação do congresso. “Nós temos em torno de cinquenta pessoas trabalhando diretamente para o evento”, calcula um dos líderes da equipe de coordenação, Flávio Dal Pozzo, presidente do Movimento Político pela Unidade no Brasil (MPPU), braço dos Focolares voltado para acompanhar a política), uma das entidades promotoras do evento.

Assim como acontece com as nacionalidades, há pessoas de várias idades e setores do Movimento dos Focolares trabalhando na preparação do congresso, tanto que esse é considerado por muitos o grande evento da Obra no Brasil no segundo semestre deste ano. “Queremos que o congresso seja um ambiente de confiança entre os participantes, aberto para o diálogo”, afirma uma das gestoras do encontro, Sarah Gomes e Sousa, assessora da diretoria da Associação Nacional por uma Economia de Comunhão (Anpecom, braço dos Focolares dedicado à economia). “E que seja uma oportunidade para que cada um de nós se perceba mais corresponsável pela coisa pública, pelas políticas públicas”, completa Dal Pozzo.

Sobre o II Congresso Internacional de Cogovernança:

“A cogovernança como processo de construção de fraternidade na política, a partir das cidades”

Para quem? Todos os cidadãos interessados, desde os envolvidos direta ou indiretamente na administração pública até o cidadão que trabalha para melhorar seu bairro, passando por aqueles que atuam com ou estudam as políticas públicas, qualquer que seja o setor.

Quando? 9 a 12 de outubro de 2021.

Onde? On-line. Depois de fazer sua inscrição, você receberá o link para participar.

Quanto custa? R$ 50 (público em geral) ou R$ 35 (estudantes) – valores até 31 de agosto.

Inscrições: pt.co-governance.org (neste site há também as instruções para pagamento).

Seja um padrinho! Colabore para que o máximo de pessoas possa participar, depositando qualquer valor nesta conta: Banco do Brasil, ag. 2665-4, c/c 40351-2; favorecido: Associação Nacional por uma Economia de Comunhão – Anpecom, CNPJ 07.638.735/0001-94. Ou faça a transferência pelo Pix: Cogovernança, e envie o comprovante para o WhatsApp (61) 99971-2911.

Mais informações no site acima, no Facebook e no Instagram do MPPU: @mppubrasil

Por Airam Lima Jr. Texto originalmente publicado pela Revista Cidade Nova, edição agosto de 2021.