Durante a pandemia, voluntárias do Movimento dos Focolares de Belém (PA) realizaram uma série de experiências no seu dia a dia.

Por Celina Oliveira

Nesse período de pandemia, senti um impulso interior para me desapegar de meus livros e arrumar a casa. Assim, no dia 14/01/21, comecei a esvaziar as estantes e gavetas, que continham muitos livros, principalmente de espiritualidade. Foi grande a minha alegria ao doar esses livros, pois ia me sentindo livre, desapegando-me de alguns os quais, antes, tinha dificuldade até em emprestar.

Foi uma experiência de desapego e comunhão que envolveu outras pessoas, como Juliana, voluntária, que foi um dom particular de Deus, distribuindo os livros para várias bibliotecas. Sempre pronta a servir, Juliana apanhava os livros em casa e os distribuía com muito amor, inclusive para a formação da Biblioteca de Benevides. Foi uma inspiração de Deus, pelo que louvo e agradeço ao Céus por tê-la realizado.

Por Wilma Duarte

Próximo de minha casa tem uma malharia e tive a ideia de perguntar se eles doavam os retalhos. Disseram-me que sim e ficou então combinado que eles enviariam retalhos para minha casa. Com a chegada dos retalhos, tive a ideia de oferecer para outras pessoas e quanto mais eu doava os retalhos, mais retalhos chegavam, e assim vivo a experiência do “Dai e vós será dado”. Num colóquio com Deus, perguntei “Senhor, o que queres que eu faça?”. Assim veio a ideia, senti que foi o Espírito Santo de Deus, ao falar com uma Voluntária, me enviou uns vídeos de artesanato. Comecei a fazer os artesanatos, o que está me ajudando neste período de pandemia, em que não podemos sair de casa e também está sendo uma terapia para mim. Já consegui produzir várias peças, estou muito contente. Enquanto estou realizando este trabalho, aproveito para rezar o terço, fazer meditação e também para ouvir as programações das rádios católicas. Esta comunhão continuou e alcançou o Saré, trabalho social existente na nossa cidade que ajuda famílias carentes, assim as famílias que estão fazendo confecções (máscaras, bolsas etc.) para ajudar nas despesas da casa. Foi como um maná que Deus enviou agora neste deserto para o seu povo necessitado.


Por Juliana Marques

Com a pandemia, passei a entregar cestas básicas enviadas como doação a pessoas em necessidade. Este mês, entreguei uma dessas cestas a uma família cujos pais são cegos e dois de seus três filhos também têm deficiência visual. Para minha surpresa eles dividiram a cesta deles com outra família em necessidade. Presenciei essa partilha feliz, respeitosa e cordial. Foi tão emocionante que só consegui agradecer a Deus a coragem que me deu para continuar atendendo a quem precisa mesmo em meio à pandemia. Não podemos deixar nossos irmãos morrerem por falta de alimento, de apoio emocional nem de apoio espiritual. Sigo minha caminhada acreditando no amor e agradecendo à Deus a vida do Ideal. Pode nos faltar tudo menos a caridade!