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  • Diálogo, Diálogo | Grandes religiões
  • 3 de novembro de 2025
  • Por Cibele Lana

Diocese de Foz do Iguaçu e Focolares realizam encontro inter-religioso “Construindo a Paz”

Por Kacper Pietraszewski

No dia 11 de outubro, realizou-se em Foz do Iguaçu, na região da Tríplice Fronteira entre Argentina, Brasil e Paraguai, o encontro inter-religioso “Construindo a Paz”. Promovido pela Diocese de Foz do Iguaçu em parceria com o Movimento dos Focolares, o evento reuniu representantes do catolicismo e anglicanismo, do islamismo sunita e xiita, de religiões de matriz africana e de religiões tradicionais indígenas, além de cidadãos comprometidos com o diálogo e a cultura da paz.

Estiveram também presentes autoridades civis, entre elas representantes do Legislativo Municipal, da OAB e da Comissão de Direitos Humanos, reforçando o caráter cívico da iniciativa.

O encontro foi aberto por Dom Sérgio de Deus Borges, bispo da Diocese de Foz do Iguaçu, que acolheu os participantes com palavras inspiradas no apelo do Papa Leão XIV pela paz mundial: “Entre os escombros do ódio que mata, sejamos portadores do amor de Jesus, que ilumina e reergue toda a humanidade.” O bispo também recordou que o dia 11 de outubro é também memória de São João XXIII e da encíclica Pacem in Terris (“A Paz na Terra”), convidando todos a serem arautos da paz e testemunhas da misericórdia em um mundo ferido por guerras e divisões.

Tiago Rolim, do Movimento dos Focolares em Curitiba, apresentou as raízes do diálogo inter-religioso a partir do carisma da unidade, lembrando as palavras da fundadora Chiara Lubich: “Será que existe um ideal que nenhuma bomba possa destruir? Sim – esse ideal é Deus.”

Ele destacou a Regra de Ouro, presente em todas as religiões – “Fazer ao outro o que gostaríamos que nos fizessem” – e partilhou sua experiência concreta de diálogo da vida em Salvador (Bahia), junto a comunidades muçulmanas e afro-brasileiras, onde a amizade e o respeito mútuo se tornaram instrumentos de paz.

Em seguida, Domingos Dirceu Franco, focolarino e colaborador da Associação Mundo Unido (AMU), relatou suas experiências de mais de quinze anos vividos entre Jordânia e Síria, em meio à guerra. Citou uma frase que expressa a riqueza da tradição islâmica e a capacidade de acolhida daquele que é diferente, que está próximo ou que está longe: “Sede bondosos com os pais e com os parentes, os órfãos, os necessitados, o vizinho próximo e o vizinho estranho, o companheiro de viagem, o viajante e o que a vossas mãos possuem.” (Sura 4:36)

E apresentou uma experiência em que demostrou como projetos sociais e de microcrédito ajudaram famílias a reconstruírem suas vidas em Alepo, ressaltando que: “Essa experiência concreta, vivida entre cristãos e muçulmanos, nasceu no âmbito de um projeto social de geração de renda para pessoas que perderam tudo durante a guerra. Não se trata de uma atividade de assistencialismo, porque o objetivo é restabelecer a dignidade. São projetos que nascem justamente das próprias pessoas. É o trabalho em parceria com a formação. (…) Por exemplo: podemos fornecer uma máquina de costura, mas se não acompanhamos essa família, em dois ou três meses talvez ela volte à mesma situação. Por isso, as visitas contínuas e a proximidade ajudam a criar, sobretudo, essa cultura da confiança. (…) Hoje é sobretudo importante você avaliar qual o impacto que essa ação, pequena ou grande, gerou na vida dessas pessoas.”

Ele encerrou sua fala com frases inspiradoras de líderes espirituais, entre elas a do Papa Francisco: “Se eu consigo ajudar uma só pessoa a viver melhor, isso já justifica o dom da minha vida.”

Na sequência, representantes das diferentes tradições expressaram seus apelos pela paz e testemunhos de convivência fraterna.

A misericórdia do Islã

Representando o islamismo sunita, o Sheikh Osama Zaed, do Centro Cultural Islâmico, lembrou que a própria palavra Islã vem de salam, que significa paz. Ele lembrou as palavras do Profeta Maomé: “O muçulmano é aquele de cuja língua e mão as pessoas estão a salvo” – e afirmou – “não apenas os muçulmanos, mas todas as pessoas, porque a misericórdia do Islã abrange todos, o crente e o não crente, o próximo e o distante. (…) O Islã vê a paz de forma integral: começa dentro do próprio ser humano, a paz interior é o alicerce da paz social. Quando o coração se reconcilia com Deus e a alma encontra serenidade, o ser humano se torna fonte da tranquilidade para os outros.”

Em seguida, o Sheikh Mohamed Khalil, representante da comunidade xiita, destacou que a paz começa no coração de cada pessoa. Ele apresentou a palavra “PAZ” como símbolo: “P” de pureza humana sem discriminação, de modo imparcial com todos na igualdade; “A” de amar os outros com misericórdia; “Z” de zerar o ódio dentro de nós.

Concluiu dizendo que a paz deve nascer nas famílias, nas escolas, nas igrejas e nas mesquitas, para se expandir a todo o mundo: “Nós devemos lutar, devemos trabalhar com bastante esperança, a fim de termos a paz dentro da família, dentro da comunidade e na nossa vida inteira. Que a paz esteja com todos.”

O Reverendo Elias Mayer Vergara, da Igreja Episcopal Anglicana, enfatizou a importância da “defesa da vida”, afirmando: “Nós temos hoje no Brasil uma guerra religiosa estabelecida, porque cada grande denominação pretende ter soberania de influência, de território, de verdade sobre a religião do outro. Então, sempre que se fala em uma trégua nas guerras, um propósito precisa ser estabelecido, que é o desarmamento. (…) O desarmamento é o gesto concreto de quem quer parar de brigar. (…) Nós religiosos, pessoas de fé, precisamos nos desarmar, caso contrário nossa luta pela paz será inócua, será apenas de fotografia, de mais likes na internet e, de fato, não conseguiremos avançar porque continuaremos a lutar cada qual pelo seu território. Então, menos instituição, menos ‘a minha igreja’ e muito mais o ‘cidadão de fé’ que cada um de nós é. Nós somos cidadãos de fé. Acreditamos realmente nesse Deus tão maravilhoso, (…) estamos aqui por isso. (…) O Deus de amor pode prevalecer sobre a morte.”

O sangue de todo mundo é vermelho

Marcos Antônio Pinheiro, representante AREMAFI – Associação Religiosa de Matriz Africana em Foz do Iguaçu, compartilhou sua trajetória pessoal e afirmou: “Independente da nação, da origem, do crédito de cada um, Deus é um só. (…) O grande problema da humanidade, não só aqui no Brasil, infelizmente é a questão política e a não aceitação do diferente. Aprendi que a gente tem que respeitar um ao outro. (…) Digo, se alguém da sua família precisar de uma transfusão de sangue, você vai negar porque a pessoa é negra, porque a pessoa é indígena, porque a pessoa é evangélica, ou de religião de Matriz Africana? Não. O sangue de todo mundo é vermelho, que é uma cor universal e salva vidas.”

O vereador xiita Adnan Abdallah El Sayed sugeriu que as cidades fronteiriças do território trinacional (Foz do Iguaçu, Ciudad del Este e Puerto Iguazú) possam se tornar, em cada um dos três países, capitais do diálogo, dizendo: “Nós podemos muito mais, promover eventos muito maiores para aproximar as religiões, para que jamais sejamos palco de intolerância, mas sim de aceitação mútua e convivência fraterna. (…) Foz do Iguaçu pode ser a capital da integração religiosa, pelo menos do Brasil, Paraguai e Argentina, desses três países…”

Ao final do encontro, foi apresentada a iniciativa Living Peace International, que promove ações educativas pela paz em todo o mundo. Cada participante recebeu um pequeno presente simbólico – o “Dado Inter-religioso da Paz”, contendo frases da Regra de Ouro expressas em diferentes tradições religiosas.

Após as falas e partilhas espontâneas, Dom Sérgio encerrou o encontro recordando as palavras do Papa Francisco e convidando todos a permanecerem unidos em oração e compromisso pela paz.

O evento terminou com uma foto coletiva e um lanche fraterno com frutas e bolos – gesto simples, mas carregado de convivência e esperança.

É possível assistir à gravação completa no YouTube: ENCONTRO INTER – RELIGIOSO 11/10/2025

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