Jaqueline, ou simplesmente Jaque, como todos a chamavam, faleceu em 7 de abril de 2026, aos 61 anos. Desde o final de 2025, sua saúde já demonstrava sinais de atenção, mas, em janeiro, houve uma piora que levou à sua primeira internação. Foi então que veio o diagnóstico de câncer de fígado, já com algumas complicações clínicas.
A própria Jaque compartilhou a notícia em uma rede social, dizendo se sentir acolhida e amada por Deus e por todos os seus amigos. Disse ainda que contava com todos para manter a fé e a confiança. E assim o fez até o fim.
Nossa Jaque sempre acreditou no poder do coletivo e na força das relações, contribuindo muito para acrescentar tijolos na construção de um mundo unido, no qual todos sejam um. Por muitos anos, esteve à frente do movimento Humanidade Nova, doando seu tempo, conhecimento e dedicação às diversas propostas do Movimento dos Focolares.
“Jaque foi muito importante na minha formação no Movimento Político pela Unidade, Humanidade Nova e Educação. Ela está no paraíso, foi recebida com grande festa por Nossa Senhora. Está ao lado de Chiara, no paraíso”, compartilha Fernanda, de Guaratinguetá.
Jaque falava com convicção de suas ideias, mas sabia ouvir e acolher outras possibilidades. Era uma pessoa do diálogo. Tinha a clareza e a didática de uma grande educadora.
E que educadora! Amava sua profissão e teve a alegria de se realizar nela. Atuou no Colégio Santa Clara, em São Paulo, por mais de 30 anos e nunca se acomodou, nem pelo tempo no cargo nem pela experiência, estando sempre em busca de novos conhecimentos e técnicas de aprendizagem.
Sempre atenta e movida pelas realidades políticas e sociais, buscava se atualizar diante de um mundo em constante mudança. Atual, atenta, conectada! Talvez suas duas filhas gêmeas adolescentes contribuíssem bastante para isso. E é preciso dizer algo que ressoou muito nesses dias: o quanto amou suas filhas! Muitos acompanharam o processo de adoção das meninas. Ao lado de Flávio, sonhou, desejou e lutou para tê-las, sempre confiante nos planos de Deus. Sua família sempre foi o seu coração. ”Jaque disse que elas vieram não da sua barriga, mas do coração, quando pequenas perguntaram sobre a adoção”, relembra Flávio.
“Jaqueline era uma das pessoas mais lúcidas e comprometidas com o Ideal entre nós. Viveu intensamente o Carisma da Unidade, na vida profissional, na família e na sociedade”, escreveu Aroldo Braga.
As Voluntárias de Deus, que dividiram parte dessa caminhada com Jaque, compartilham que, mesmo já doente, perguntava por cada integrante do grupo, querendo saber das realidades e desafios de cada uma. “Com humildade, acolheu todas as providências e cuidados que chegaram até ela. Em cada gesto, fosse no cuidado físico ou na forma de uma lembrança, reconhecia o amor de Deus e demonstrava gratidão”, compartilham.
Esposa, mãe, professora, mestre e doutora, Voluntária de Deus, fiel ao seu chamado. Sua ausência é profundamente sentida, mas conforta saber que já se encontra naquela “Humanidade Nova” com a qual tanto se comprometeu, deixando a nós, além das lembranças de momentos vividos com intensidade e beleza, o seu testemunho de filha de Chiara e Voluntária de Deus.
