Live promovida por Famílias Novas, do Movimento dos Focolares, durante a Semana Nacional da Vida, destacou o papel do cuidado, da prevenção e da presença adulta na proteção de crianças e adolescentes.
No dia 8 de outubro, encerramento da Semana Nacional da Vida e Dia do Nascituro, o Movimento Famílias Novas, do Movimento dos Focolares, promoveu a live “O Cuidado à Vida: como construir uma rede de proteção e esperança para crianças e adolescentes”, com a participação de Fabiane Olivia Ardenghi, terapeuta ocupacional e pesquisadora nas áreas de bioética e salvaguarda.
A conversa trouxe um convite que ultrapassa a preocupação com os riscos e as situações de violência: olhar para a maneira como estamos presentes na vida das nossas crianças e adolescentes e para os vínculos que construímos com eles.
Proteger não é criar uma infância marcada pelo medo, nem erguer barreiras que impeçam o crescimento. É oferecer informação, orientação e acompanhamento, respeitando cada etapa do desenvolvimento. É compreender que a autonomia se constrói gradualmente e que a presença dos adultos, longe de ser uma ameaça à liberdade, é fundamental para que crianças e adolescentes aprendam a fazer escolhas com segurança e responsabilidade.
Nesse caminho, pequenos gestos fazem diferença. Estar disponível para ouvir, acolher sentimentos sem julgamentos, perceber mudanças de comportamento e levar a sério aquilo que uma criança manifesta, mesmo quando ainda não consegue expressar claramente o que está vivendo. Nem sempre o sofrimento vem acompanhado de palavras; por isso, o olhar atento e a escuta sensível são tão importantes.
A prevenção também começa muito antes de uma situação de violência. Ela se constrói no cotidiano, quando ensinamos sobre o corpo e os limites, conversamos de maneira adequada a cada idade e, sobretudo, ajudamos nossos filhos a reconhecer que existem adultos com quem podem contar. Não basta dizer a uma criança que ela pode pedir ajuda: é preciso construir uma relação na qual ela se sinta verdadeiramente segura para fazê-lo.
A live destacou, ainda, que nenhuma família deve enfrentar sozinha o desafio da proteção. É necessária uma rede articulada, que envolva famílias, escolas, comunidades, instituições e políticas públicas, capaz de acolher, agir e garantir os direitos de crianças e adolescentes.
Ao propor essa reflexão durante a Semana Nacional da Vida, Famílias Novas reafirma que cuidar da vida é também assumir a responsabilidade pelos vínculos e ambientes que oferecemos às novas gerações. Um compromisso que exige atenção, formação e coragem para agir, mas também amor e sensibilidade para reconhecer a criança em sua singularidade.
A mensagem que fica é que proteger não é controlar, assim como dar liberdade não é abandonar. É acompanhar cada criança para que ela cresça com autonomia, sem silenciamento e sem medo, sabendo que existem pessoas seguras em quem pode confiar. Assim, a proteção deixa de ser apenas uma resposta diante do perigo e se torna uma expressão concreta do cuidado com a vida.
Assista à live na íntegra:
