Diante da polarização nas eleições, Focolares defendem diálogo e preservação da fraternidade

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Aldo Acioli e Ana Maria Bernardes, delegados nacionais, reafirmam comunhão com a Igreja Católica, o Papa Leão e convidam os membros do Movimento a viver as diferenças políticas sem romper os vínculos que os unem.

Diante da polarização no período eleitoral, os delegados nacionais do Movimento dos Focolares no Brasil, Aldo Acioli e Ana Maria Bernardes, divulgaram uma carta que convida ao diálogo, à participação cidadã responsável e à preservação dos laços de fraternidade. A mensagem ressalta que as divergências políticas não devem comprometer a comunhão e o respeito entre as pessoas.

“Não precisamos ignorar essas diferenças, nem deixar de refletir com seriedade sobre elas. Somos convidados, porém, a vivê-las de um modo que não nos faça perder de vista a fraternidade que nos une”, escrevem Aldo e Ana Maria.

Elaborada em resposta a apelos recebidos sobre o processo eleitoral, a carta é apresentada como uma partilha fraterna, fruto de um discernimento conjunto. Os delegados esclarecem que o documento não pretende oferecer respostas para todas as situações, mas renovar o compromisso de buscar aquilo que une a comunidade.

Comunhão com a Igreja

Logo no início, os autores reafirmam sua comunhão com a Igreja Católica, com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e com o Papa Leão XIV. Também destacam a importância de acolher integralmente as orientações dos pastores sobre as eleições e a participação na sociedade.

“Estamos buscando ouvir com atenção suas palavras, acolhendo-as em sua inteireza, sem deixar que nossas convicções pessoais nos levem a selecionar apenas o que mais corresponde ao que já pensamos”, afirmam os delegados.

Na mensagem, o carisma da unidade é apresentado como fundamento para decisões e atitudes concretas, responsáveis e coerentes com o Evangelho. Para os autores, viver o amor recíproco implica transformar as relações e, por meio delas, contribuir para a transformação da sociedade.

“A unidade, portanto, não é uma alternativa à ação: é a fonte a partir da qual desejamos construir todas as nossas ações”, ressaltam Aldo e Ana Maria.

Uma linguagem que favoreça o encontro

A carta dedica atenção à linguagem utilizada nos debates e aos conteúdos compartilhados nas redes sociais e nos meios de comunicação. Os delegados alertam que a violência verbal e o acirramento das posições podem comprometer os vínculos, enquanto determinadas mensagens alimentam ódios, medos e preconceitos.

Nesse contexto, propõem uma reflexão sobre o efeito das próprias palavras: o que compartilhamos aproxima as pessoas ou aprofunda as divisões?

A escuta e o silêncio antes de reagir são apresentados como atitudes que podem favorecer o discernimento e preservar as relações. O documento distingue essa postura da omissão: trata-se de criar espaço para compreender o outro e se expressar de maneira mais livre e fraterna.

“Não precisamos vencer o outro pela força dos argumentos; podemos, antes, procurar uma linguagem que abra caminhos para o encontro”, escrevem.

Fraternidade em meio às diferenças

Ao recordar os ensinamentos da fundadora dos Focolares, Chiara Lubich, os delegados relacionam a vivência da unidade ao amor a Jesus Abandonado. É nessa experiência espiritual, afirmam, que encontram força para permanecer próximos, mesmo quando o diálogo exige renúncia, paciência e abertura.

“É esse amor que nos ajuda a reconhecer no outro alguém que merece ser acolhido, mesmo quando não pensamos da mesma maneira”, destacam Aldo e Ana Maria.

A mensagem conclui com o desejo de que as eleições sejam uma oportunidade de exercício democrático e participação responsável. O convite é para que cada pessoa faça suas escolhas com consciência, considerando a dignidade humana e o bem comum, sem perder os laços de fraternidade.

“E que, mesmo em meio às diferenças, sejamos capazes de testemunhar que o Mundo Unido é possível”, afirmam os delegados.

Leia a carta completa:

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