Maria Emília da Silva Santos: conheça sua história (20/09/1931 – 31/01/2026)

Maria Emília nasceu em Maceió, mas foi em Gravatá (PE), onde trabalhava como professora, que, em 1964, através de uma aluna, hoje focolarina, e de sua família, que Maria Emília teve o primeiro contato com o Movimento dos Focolares, e logo participou de uma Mariápolis em Garanhuns. Ela disse:

“Ali, Ginetta, com a sua figura forte e decisiva, nos comunicou a profundíssima realidade de Jesus Abandonado e me fez nascer a uma vida sobrenatural”.

Com sua profunda sensibilidade, logo se sentiu atraída para se consagrar a Deus no focolare, e se transferiu para Recife, sempre trabalhando como professora.

Participou da vida dos primeiros tempos no Nordeste, com todas as aventuras da época, e foi uma daquelas que deu vida à primeira experiência de alfabetização com os operários que trabalhavam na construção do Centro Mariápolis, e que deu início a Escola Santa Maria.

Em 1966, foi para Sao Paulo e ali enquanto vivia os primeiros tempos do focolare, foi trabalhar como diretora administrativa da Liga das Senhoras Católicas, e administrar um refeitório para 500 pessoas. Lá ficou até 1970, quando foi fazer o primeiro ano da escola das focolarinas, em Roma. Retorna para o focolare e somente em 1979, vai fazer o segundo ano da Escola. De lá, veio para a Mariápolis Santa Maria onde ficou durante o ano de 1980.

Depois vai para Recife e volta a trabalhar como professora e técnica em educação até sua aposentadoria. Participa do focolare de Recife, mas com uma família pequena, o pai já falecido, ela vai morar e cuidar de sua mãe, idosa, e fica com ela até que D. Cícera parte para o paraíso.

A partir de 1997, retorna para a Mariápolis Santa Maria, e entre outras atividades, vai trabalhar com a Escola Santa Maria, onde chegou a assumir a direção, juntamente com Marlene Freire. E Maria Emília dá tudo de si. Haveria muito a contar, mas podemos resumir como amor concreto, serviço, escuta, disponibilidade.

Era a presença de uma pessoa concreta, determinada a viver o Ideal e amar para além de suas características de uma personalidade organizada, forte e exigente, e ao mesmo tempo, sensível, que sabia amar e procurava cobrir com atos de delicadeza quando acontecia algo.

A sua situação de saúde era frágil, pois ela enfrentou uma cirurgia de pancreatite em 1985 que lhe deixou muito limitada, mas não a impediu de viajar pelas comunidades, sobretudo Caruaru e Arcoverde, e sempre se doar nas mariápolis, nos encontros, com o setor das religiosas que ela acompanhou por muito tempo. Um certo momento, ela escreveu:

”Isto foi a minha vida: ‘acreditar no amor e viver no amor’”.

Por um lado, sinto que tenho muito que fazer, porém me coloquei nas mãos de Nossa Senhora e acredito que ela como mãe, me levará sempre avante na escalada rumo a santidade” (2006).

Deus colocou no meu coração tudo o que eu esperava. Senti-me dentro dele. Ao mesmo tempo, uma exigência de vida… Chiara me perguntava pelo irmão, como o estava amando. Aqui, uma conversão e o desejo de respeitá-lo, amá-lo e juntos vivermos em clima de família”. (2012)

Entendi o meu primeiro passo: Encontrar sempre Jesus como meio de realizar a unidade. É um momento muito delicado, com reações estranhas, mas o próprio Deus está me ajudando a caminhar. Confio tudo a Maria, acreditando que ela como mãe vai me guiar”. (2012)

Nos últimos anos, ela viveu na casinha ao lado do focolare de Cendi, e muitos de nós vimos Maria Emília inúmeras vezes passeando de cadeira de rodas pela Mariápolis com as cuidadoras que a seguiam com todo carinho as 24 horas do dia. Mas ela fazia parte do focolare, e era seguida com todo amor. Tivemos a alegria de celebrar com ela, o dom de 94 anos de vida. Ela já falava pouco e nem sempre reconhecia as pessoas que a visitavam.

Foi internada com uma pneumonia e, a princípio, parecia reagir bem ao tratamento, mas desde o último domingo a situação se precipitou e a acompanhamos com as nossas orações e proximidade, até o momento que foi se reunir com a Mariápolis Celeste. Justamente no sábado, dedicado à Nossa Senhora, próximo das 18 horas.

Koni, focolarina de Sao Paulo, nos enviou essa mensagem: “Lembro-me tanto de Maria Emília, fez parte do meu primeiro Focolare. Quanta sabedoria, fidelidade e determinação no viver o Carisma da Unidade. Muito me ajudou em permanecer na Luz. Obrigada, Maria Emília”.

Antonio Pedro, voluntário: “Gratidão, gratidão e gratidão a essa brava filha de Chiara, que conseguiu me enxergar na escuridão com sua proximidade. Ela foi minha professora na Escola Santa Maria, no horário noturno, para os trabalhadores e filhos de trabalhadores do CM. Mas como eu já havia feito o primário, comigo ela fazia uma capacitação e me encaminhou ao Supletivo Ginasial em Cruz de Rebouças. Mas ela não ensinava o ABC, preparava para a vida. Assim, pude chegar nas Universidades. Que ela continue intercedendo, juntamente com os Mariapolitas celestes pela Obra de Maria e pela Humanidade”.

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