Em um ambiente marcadamente intergeracional, realizou-se a Mariápolis em Petrolina, no sertão de Pernambuco, entre os dias 1º e 3 de maio. O evento reuniu um total de 170 participantes.
Toda a programação foi conduzida sob o tema “Da proximidade nasce a esperança”. Através de uma abordagem profunda, mas ao mesmo tempo dinâmica e leve, as explanações foram intercaladas por peças teatrais, músicas e relatos de experiências concretas. Esses momentos deram vida a temas centrais como “Deus Amor”, “Diálogo na Família”, “Arte de Amar” e “Proximidade e Diálogo”. A energia contagiante dos jovens presentes envolveu todo o auditório, sustentando, desde o primeiro instante, um clima de fraternidade e uma forte percepção da presença de Deus.
“As pessoas diziam que se sentiram extremamente amadas; cada dia representou um crescimento, culminando em um encerramento com chave de ouro, tendo Jesus Abandonado como fonte de esperança”, compartilhou um mariapolita.

Um dos pontos altos foi a reflexão sobre “A Esperança”, conduzida por Dom Antonio Carlos, bispo da cidade. Suas palavras, repletas de sabedoria e sintonizadas com o sentir atual da Igreja, comoveram o público. Um exemplo marcante foi o de uma jovem sem referencial religioso, que se sentiu edificada ao encontrar um líder tão aberto ao diálogo e enfático no cuidado com os vulneráveis. Ela chegou a afirmar:
“Ele me mostrou que o ponto de encontro entre todos nós, independentemente da fé, é a nossa humanidade e o serviço aos mais necessitados”.
Esta foi a primeira Mariápolis realizada na região desde a chegada do focolare feminino. Percebia-se no ambiente um desejo latente de recomeçar e de promover uma guinada, tanto pessoal quanto comunitária, fazendo renascer a esperança por meio da proximidade. A conclusão foi uma verdadeira explosão de vida e alegria; a atmosfera de “Paraíso” tocou a todos profundamente, deixando o desejo de prolongar a vivência daquele “Tabor”.

Aquele sertão árido parecia enverdecer às margens do Rio São Francisco. A esperança voltou a brilhar na vida dos membros dos focolares e daqueles que, pela primeira vez, experimentavam a força da presença de Jesus em meio a nós.
