Não julgar

“Não julgueis e não sereis julgados.” (Mt 7,1)
Julgar é quase automático: vemos uma atitude, ouvimos uma história incompleta, e rapidamente tiramos conclusões.
Ao julgar, reduzimos o outro a um recorte, ignorando tudo o que não vemos: a história, as dores, as intenções, as lutas silenciosas.
Nós não conhecemos o coração do outro por inteiro. E, ao admitir isso, nasce a prudência e a misericórdia.
Quem aprende a evitar o julgamento começa a experimentar mais leveza. Já não carrega o peso de condenar o tempo todo.
Não julgar é entender que, assim como você, o outro está em caminho, com acertos e falhas, tentando, caindo e recomeçando.

Apolonio Carvalho Nascimento
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