No dia 6 de setembro, seremos convidados a vivenciar um encontro especial de fé, esperança e amor concreto. A Jornada dedicada a Ginetta Calliari é um chamado aberto a todos que desejam conhecer, ouvir e experimentar o legado de uma mulher que entregou sua vida inteiramente a Deus e ao próximo.
Reconhecida como Serva de Deus pela Diocese de Osasco, Ginetta deixou marcas profundas na história da Igreja e da sociedade brasileira. O evento atende também ao desejo de nosso Bispo Diocesano, Dom João Bosco, de tornar sua vida e seu testemunho de santidade cada vez mais conhecidos em nossa comunidade.
Quem foi Ginetta Calliari?

Nascida na Itália, Ginetta Calliari (1918–2001) foi uma mulher de caráter forte, límpida compaixão e paixão pela justiça. Em meio aos horrores da Segunda Guerra Mundial, viveu uma experiência transformadora ao lado de Chiara Lubich e de suas primeiras companheiras. Juntas, escolheram um Ideal divino que “nenhuma bomba seria capaz de destruir”.
Essa descoberta deu origem ao Movimento dos Focolares, que nasceu em Trento e rapidamente alcançou o mundo inteiro, gerando impactos profundos na cultura, na religião, na política e na economia social.
O Amor pelo Brasil e pela Mariápolis Ginetta
Em 1959, Ginetta mudou-se para o Brasil, país que abraçou e amou profundamente. Dos seus 42 anos dedicados à missão em terras brasileiras, viveu 32 anos em Vargem Grande Paulista (SP), na Cidadela do Movimento dos Focolares, até então nominada como “Mariápolis Araceli”. Ali, construiu um ponto de referência para a vivência do Evangelho em comunidade. Com a sua partida ao Céu, Chiara Lubich dedicou o nome da Mariápolis à memória de Ginetta.
No dia 8 de março de 2026, comemoramos os 25 anos de sua partida para a Casa do Pai. Sua causa de beatificação e canonização avança, reafirmando sua presença luminosa na Diocese de Osasco.
O Testemunho de Quem A Conheceu: Fé nas Obras e Amor ao Próximo
Aqueles que conviveram com Ginetta destacam que ela não ensinava teorias, mas sim uma vida pautada no Evangelho:
“Em Ginetta percebia-se com clareza, além de uma preocupação puramente espiritual, uma preocupação pelo homem como um todo. Ginetta, queria formar as pessoas como pessoas que vivem com fé e com as obras. Queria formar para uma fé forte, coisa que ela demostrava com clareza e espontaneidade surpreendentes.”
“Quando ela falava em desapego das coisas, era algo que já era vida. Ela não falava de teoria, mas da própria vida. Tinha uma preocupação pelos mais fracos da nossa sociedade. Se ela encontrava alguém, quem quer que seja, a pessoa, podia ser agnóstico, ou de muita fé, todos tinham o mesmo valor para Ginetta. “
“O exemplo de Ginetta, ajudou a tantos a encontrar uma luz nas próprias vidas. Ela estava presente nas obras sociais, em conversões, em vocações, na promoção da unidade em vários setores, não só da Igreja, como também fora dela.”
“Ginetta era uma pessoa de grande visão, coragem e determinação para enfrentar os obstáculos, quando percebia que era vontade de Deus fazer algo. Ao mesmo tempo, possuía uma grande delicadeza de alma e respeito pela opinião de cada um. Só tomava uma decisão quando sentia que havia a unanimidade entre todos como um sinal da vontade de Deus.”
“Muitos foram influenciados a continuar em meio a sua vida e dificuldades na família, a perseverar. É espontâneo lembrar que ela continuava a olhar em frente, cheia de esperança, sempre acreditando na força interior de cada um.”
“Sua preocupação era que reinasse o amor mútuo entre nós. Sabia captar o que se passava com uma intuição que vinha do amor e ajudava-nos a enxergar a mão de Deus por trás dos fatos, o amor de Deus que guia a nossa pequena história. Estar ao seu lado era uma verdadeira escola de vida, justamente porque ela sempre resolvia todas as questões com o Evangelho, interpretava os fatos do dia a dia à luz do Evangelho. Não tinha medo de recomeçar e ir atrás do desígnio de Deus, custasse o que custasse.”
“Ela viveu a própria escolha de modo radical, mas dentro de uma espiritualidade coletiva, comunitária. A sua escolha de Deus, não ficou no “eu e Deus”, mas no “eu, Deus e o irmão”.”
“Quando ela falava em público, não era alguém que se colocava acima, mas era uma autoridade, sem ser autoridade. Quem a ouvia experimentava um grande clima de serenidade, algo que calava no coração.”
“Uma pessoa que a conheceu assim falou: Deus mandou a pessoa certa para o Brasil. E o mais lindo que percebo hoje é que ela partiu, mas permanece conosco. A vida continua. Padre Pio dizia: “poderei fazer mais depois de morto do que em vida”. Ginetta fez muito em vida, mas ainda está fazendo muito, porque ela continua em quem veio depois dela. Se prestarmos atenção, veremos muitas “Ginettas” entre nós.”
“Um Gigante do Espírito”: As Palavras de Chiara Lubich
A fundadora do Movimento dos Focolares, Chiara Lubich, definiu Ginetta como um verdadeiro modelo de vida cristã:
“Agora Deus nos doou também Ginetta, um gigante do espírito… A virtude que mais a caracterizou foi a unidade — a mais genuína unidade: correta, autêntica, perfeita, forte e inflexível (…). Ginetta anulou completamente a si mesma para dar lugar ao carisma genuíno. Por isso é reconhecida com unanimidade como cofundadora no Brasil.”
— Chiara Lubich
Um Chamado para o Nosso Tempo
Assim como a Serva de Deus Ginetta Calliari viveu semeando o Evangelho e promovendo a fraternidade, somos hoje convidados a renovar a nossa esperança. A sua vida permanece como um farol de santidade acessível, concreto e atual.
Participe da Jornada do dia 6 de setembro na Mariápolis Ginetta! Venha conhecer histórias, compartilhar momentos de reflexão e vivenciar a força da unidade.
Informações do Evento
- Data: 6 de setembro
- Local: Mariápolis Ginetta – Vargem Grande Paulista (SP) / Diocese de Osasco
- Convite: Participação gratuita. Traga almoço para compartilhar.
Venha e veja o legado de uma vida doada por amor!
